Profissionais exibiram cartazes direcionados ao governo municipal e denunciaram falta de diálogo com a atual administração

Na quarta-feira, 20 de maio, professores e funcionários da rede municipal realizaram uma paralisação que ganhou as ruas da cidade. A concentração ocorreu em frente à estação de trem e seguiu em caminhada até a Secretaria Municipal de Educação, onde a categoria cobrou soluções para problemas que, segundo eles, comprometem o trabalho pedagógico e o aprendizado dos estudantes.

Durante o ato, os profissionais exibiram cartazes direcionados ao governo municipal e denunciaram falta de diálogo com o governo, muitos participantes relataram frustração com a ausência de retorno da administração municipal. Funcionários afirmam que tentam abrir espaços de conversa e negociação, mas que não encontram receptividade.

As reivindicações incluem falta de profissionais e escassez de materiais básicos em panfletos entregues à população, os trabalhadores chamaram atenção para uma série de dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar. Entre elas estão:

Falta de professores e equipes de apoio;
Salas sobrecarregadas;
Problemas na inclusão de estudantes que necessitam de suporte especializado;
Falta de materiais essenciais, como folhas de sulfite e giz;
Estrutura física inadequada;
Sobrecarga emocional e física dos profissionais.

De acordo com os educadores, tais condições têm prejudicado tanto o desenvolvimento dos alunos quanto a saúde dos servidores. A professora Neide, que atua há anos no município, deu um depoimento emocionante. “Estamos adoecendo”, afirmou a professora da rede municipal. Ela criticou a postura da atual gestão. “Estamos lidando com uma prefeita que se diz professora, mas que mais do que ninguém desvaloriza a classe. Ela desconhece o valor dos professores em sala de aula”.

Neide também relatou o impacto direto das demandas acumuladas sobre a saúde dos trabalhadores e na vida das crianças.“A rede afirma que as crianças são protagonistas, mas o que vemos é uma cobrança por resultados, não por qualidade de trabalho ou pelo bem estar das crianças”.

Já o sindicato aponta violação de direitos e precariedade no cotidiano escolar à presidente do sindicato da categoria, Marcela reforçou que a paralisação surgiu a partir dos pedidos dos próprios profissionais: “No chão da escola, a situação está difícil. Faltam materiais básicos, como folha de sulfite e giz, entre outros, que descumpre a legislação do 1/3 da jornada do professor”.